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Abandoned

Pieces

Fri Jul 3, 2009, 11:41 PM
São os cacos da banalidade que me perturbam.
As necessidades inerentes à condição de humano em sociedade me angustiam muito. Não há nada mais tenebroso para alguém como eu essa prisão do dia-a-dia. A rotina me mata, aos poucos só me resta essa casca vazia que olho no espelho todos os dias.
Não estou fazendo um texto poético, por mais que assim soe. Estou apenas reclamando do fato de precisar de dinheiro, de ter de trabalhar e estudar para poder viver o dia de amanhã. Eu não sou desse material.
É muito errado não acreditar no capitalismo e nem no comunismo? E também, não ser um anarquista?
Na verdade, no fundo mesmo, eu não me importo. Acho que jamais me importei com o mundo e como ele gira e continua a girar. Eu vejo arte nos atos e classifico pessoas como quadros e paisagens. Eu sou um materialista tão nato que até meu senso moral e místico se baseia na estética.
Gosto do meu mundo com muitos deuses, com mitos, com histórias a serem contadas, mudadas, repetidas de mil formas distintas.
O mundo de deus ou da ciência é estéril e vazio. Me cheira a morte, a estática, a conformismo e conservadorismo. Vejo engrenagens rodando e nada me dá mais medo do que pensar que posso ser uma delas.
Quero quebrar o relógio. Mas não quero deixá-lo parado. De forma alguma quero que o mundo e tudo esteja certo duas vezes ao dia. Quero mais que tudo rodopie de forma insana e que meu paraíso aconteça. Meu caos, uma libertação de desejo.
Mas não me engano. Eu perdi há milênios. Minha Era acabou com a queda da Babilônia. E agora eu percorro os fragmentos do tempo, morrendo por cada conta que vejo paga, por cada regra instintivamente seguida, por cada pequeno e insignificante gesto social que esconde, por trás, uma gama imensurável de padrões e rotinas.
Afinal, não estou perdido. Apenas sei que não tenho mais lugar. Nós, velhos deuses, estamos mortos. E apenas nossa carcaça continua lutando pelas misérias de crença que remanescem.
E uma carcaça é uma carcaçã, por mais que sorria e lhe diga "tudo bem". Mortos-vivos mais temidos não são aqueles que morreram e voltaram a vida. São aqueles que estão vivos mas morreram em si.

  • Mood: Anguish
  • Listening to: The silence
  • Reading: As Crônicas de Nárnia
  • Watching: House M.D
  • Playing: Puerto Rico
  • Eating: ...
  • Drinking: Tea

Devious Info

  • Current Residence: Brasília
  • deviantWEAR sizing preference: GG
  • Interests: Fotografia, Filosofia, RPG, Desenhos, Teatro, Animes, Poesia, Literatura
  • Favourite band or musician: Raul Seixas
  • Favourite genre of music: Rock
  • Favourite poet or writer: Fernando Pessoa/Alberto Caeiro
  • Favourite photographer: Sebastião Salgado
  • Operating System: Windows
  • Favourite game: Final Fantasy VII
  • Favourite gaming platform: Square
  • Favourite cartoon character: Azula

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you're welcome =]

--
Quando a todas as ilusões se dissipam e nada resta além da ausência, a tristeza não machuca mais...
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When all the illusions fade away and there's nothing but absence, sadness hurts no more.
Thanks so much for the faves!!!
:hug: :heart: :boogie:


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Whats this?
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You can never remember how good toast tastes untill you have some more.
Go make some toast and tell me what kind of jam you used Here
My pleasure =]

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Quando a todas as ilusões se dissipam e nada resta além da ausência, a tristeza não machuca mais...
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When all the illusions fade away and there's nothing but absence, sadness hurts no more.

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